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Sector files atualizados para AIRAC 1204 e nova política de callsigns

Prezados controladores,

É com grande satisfação que a Gerência de Operações ATC informa que mais um ciclo de atualizações dos sector files foi concluído. Agora, os usuários do VRC também tem à sua disposição novos sector files atualizados para o AIRAC 1204. Com isso, agora todos os controladores da VATBRZ poderão controlar o espaço aéreo com as mesmas informações: aerovias, fixos, procedimentos de saída e chegada, diagramação dos aeródromos, e posições de controle com as respectivas frequências. Tudo foi atualizado e unificado para ambos os clientes-radar (VRC e Euroscope).

Como dito em outra ocasião, a grande reestruturação do espaço aéreo brasileiro a partir de março deste ano nos obrigou a atualizar TODOS os arquivos utilizados pelos clientes-radar utilizados por nossos controladores. O desafio consistia em atualizar mais de 40 arquivos, milhares de linhas de código, e consumiu muitas horas de dedicação silenciosa da equipe da VATBRZ. Agora, nossos controladores poderão controlar o espaço aéreo virtual com um grau de detalhe e precisão que, há muito tempo, não era possível. E isso, certamente, vai se traduzir numa experiência de voo e de controle de tráfego muito mais prazerosa.

É importante também que, a partir de agora, sejam utilizados o callsign correto de cada posição de controle, especialmente nas posições APP e CTR. O sistema de agendamento do GOp_ATC já contempla a nova nemenclatura. Como foi noticiado anteriormente (http://www.vatsim.com.br/forumbrz/viewtopic.php?f=29&t=13700), as conexões nas posições APP devem ser feitas com os códigos identificadores reais das respectivas TMA. que podem ser obtidos no ROTAER ou no AIP-BRASIL, dentre outras publicações. Assim, a título de exemplo, RIO_APP, SP_APP e BH_APP deverão ser substituídos pelos callsigns SBWJ_APP, SBXP_APP e SBWH_APP respectivamente. O mesmo deve ser adotado para todas as posições APP.

Os controladores nas posições CTR devem observar que as FIRs foram divididas em 2 setores, de forma que os callsigns para essas posições passam a ser:

  • FIR Atlântico: SBAO_CTR
  • FIR Amazônica:
    • Quando setorização NÃO estiver em vigor (situação normal): SBAZ_CTR
    • Quando setorização EM VIGOR (mediante autorização da Equipe VATBRZ): SBAZ_W_CTR (setor oeste), SBAZ_E_CTR  (setor leste)
  • FIR Brasília:
    • Quando setorização NÃO estiver em vigor (situação normal): SBBS_CTR
    • Quando setorização EM VIGOR (mediante autorização da Equipe VATBRZ): SBBS_N_CTR (setor norte), SBBS_S_CTR (setor sul)   
  • FIR Recife:
    • Quando setorização NÃO estiver em vigor (situação normal): SBRE_CTR
    • Quando setorização EM VIGOR (mediante autorização da Equipe VATBRZ): SBRE_N_CTR (setor norte), SBRE_S_CTR (setor sul)
  • FIR Curitiba:
    • Quando setorização NÃO estiver em vigor (situação normal): SBCW_CTR
    • Quando setorização EM VIGOR (mediante autorização da Equipe VATBRZ): SBCW_N_CTR (setor norte), SBCW_S_CTR (setor sul)

Convém salientar que a setorização só deve ser empregada em situações especiais e devidamente autorizadas pela Equipe VATBRZ, como em eventos de grande movimento.

Esta grande atualização encerra uma importante etapa rumo à melhoria do serviço ATC prestado por nossos controladores, mas isso não significa que o trabalho terminou. Precisamos que TODOS os controladores passem a utilizar os novos sector files. Só assim poderemos unificar o serviço ATC e tirar proveitos das informações detalhadas contidas em cada arquivo. Paralelamente, é importante que identifiquemos eventuais falhas nos sector files que passaram desapercebidas durante a fase de testes. Contamos com a colaboração de TODOS para que tais problemas sejam direcionados ao email  Este endereço de e-mail está protegido contra spambots. Você deve habilitar o JavaScript para visualizá-lo. , com o máximo de informações possível, de preferência com screenshoots mostrando os eventuais problemas. Fiquem certos, também, de que as informações pertinentes aos novos ciclos AIRAC serão incorporadas aos sector files paulatinamente.
Fica aqui registrado o agradecimento especial a José Olyntho e a Marcelo Duran, que foram incansáveis no árduo trabalho de atualização dos sector files, e a Gustavo Oliveira e a Arthur Wesp, que nos forneceram a diagramação de alguns aeródromos.

Para baixar os arquivos de configuração atualizados e os sector files, acessem a opção OPERAÇÕES ATC > SECTOR FILES do site.

Recomenda-se com empenho que todos atualizem seus sector files de modo a evitar dificuldades nos futuros serviços.

Reestruturação do Espaço Aéreo Brasileiro

Os entusiastas da simulação de voo já devem ter notado que o espaço aéreo brasileiro está passando por mudanças profundas nos últimos anos. Isso pode ser percebido de várias maneiras, entre elas, pela frequência com que as cartas de navegação aeronáutica têm sido atualizadas nos últimos meses.

Já na década de 80, a Organização de Aviação Civil Internacional (International Civil Aviation Organization - ICAO) havia previsto que os sistemas de navegação aérea existentes até então não atenderiam às necessidades operacionais do fluxo de tráfego aéreo projetado para o próximo século. Desde então, começou uma busca por soluções que pudessem dar vazão às novas demandas da comunicação aeronáutica, da navegação e da vigilância aéreas, aproveitando todo o desenvolvimento tecnológico que se incorporava gradativamente a bordo das aeronaves.

Nesse contexto, surgiu em 1991, o conceito da CNS/ATM que, através da aplicação em larga escala da tecnologia de posicionamento via satélite e de transmissão digital de dados, permitiria a evolução do transporte aéreo. A sigla tem origem nas quatro atividades enfocadas pelo novo padrão: Comunicação aeronáutica (Communication - C), Navegação aérea (Navigation - N), Vigilância aérea (Surveilance - S) e Gerenciamento de tráfego aéreo (Air Traffic Management - ATM).

Como pilares do CSM/ATM destacam-se a implantação da Navegação Baseada em Performance (Performance Based Navigation - PBN) e o uso intensivo da navegação baseada em satélites (Global Navigation Satellite Systems - GNSS) em substituição progressiva dos sistemas terrestres convencionais para navegação em rota e aproximações (VOR,  NDB e ILS).

A PBN é composta por dois elementos chaves: a Navegação por Área (Area Navigation - RNAV) e a Performance de Navegação Requerida (Required Navigation Performance - RNP). Através da associação desses dois sistemas, as aeronaves podem se deslocar diretamente de um ponto a outro utilizando sistemas avançados de gestão de voo, sem a necessidade de ziguezaguear entre auxílios de rádionavegação terrestres. A trajetória descrita pela aeronave é monitorada continuamente para que ela satisfaça critérios de precisão pré-estabelecidos para as diversas fases do voo. Dessa maneira, a PBN proporcionaria um aproveitamento do espaço aéreo jamais alcançado, com a utilização de um número maior de rotas num mesmo espaço, com menores separações, aumentando a capacidade das grandes terminais do país.

 

 

Com a implantação da PBN, espera-se obter: um aumento da segurança do espaço aéreo, por meio da implantação preferencial de aerovias de mão única e de procedimentos com descida contínua e estabilizada; a redução do tempo de voo das aeronaves, a partir da implantação de trajetórias ótimas de voo, independentes de auxílio de rádionavegação em solo, gerando economia de combustível e, em consequência, uma redução das emissões nocivas ao meio ambiente; e uma redução dos atrasos nos aeroportos com alta densidade de tráfego aéreo, a partir de um aumento na capacidade propiciado pela implementação de procedimentos de aproximação com mínimos operacionais mais baixos.

É importante lembrar que muitas aeronaves ainda em operação no Brasil são ainda antigas e voam utilizando a navegação convencional, através dos auxílios de rádionavegação situados no solo. Portanto, o desafio é adequar o espaço aéreo para o uso das novas tecnologias, sem deixar de atender à navegação convencional.

 

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Mas quais serão as repercussões de todas essas mudanças do espaço aéreo brasileiro na VATBRZ? Da mesma forma que as autoridades aeronáuticas necessitam de um período de tempo para adaptar seus processos de gestão e implantar gradativamente novos recursos tecnológicos de comunicação e vigilância, a diretoria da VATBRZ tem trabalhado arduamente para encontrar mecanismos capazes de atualizar toda a base de dados da infraestrutura de controle de tráfego aéreo (os chamados sector files). Apesar de todos os esforços, entretanto, é impossível manter toda a base de dados utilizada pelos controladores virtuais atualizada no mesmo ritmo em que as alterações do espaço aéreo ocorrem na aviação real. De forma semelhante, a atualização das bases de dados utilizadas pelos pilotos virtuais a bordo de suas aeronaves (os AIRACs publicados pela Navigraph®) também ocorre com certo atraso, podendo chegar a meses para os aeroportos brasileiros. Por isso sempre haverá períodos onde existirão discrepâncias entre as estruturas do espaço aéreo real e o virtual.

Em breve, a diretoria da VATBRZ publicará um NOTAM informando o andamento do processo de atualização  da infraestrutura de controle de tráfego aéreo e os procedimentos que deverão ser adotados por pilotos e controladores virtuais ao longo desse período de adaptação, de modo a permitir todos possam conviver em harmonia e desfrutar ao máximo do nosso hobby.

Quer saber mais sobre a CNS/ATM e a PBN? Acesse o site do DECEA em http://www.decea.gov.br/cnsatm/.